29 dezembro 2015

Pequenos pormenores

A Ongoing, que era afinal a principal interessada em toda a história dos dois cidadãos russos, porque queria ser sócia do porto grego, nem foi chamada para a versão dos factos de Silva Carvalho. O ex-espião garantiu ao Tribunal que nem sequer sabia que Fernando Paulo Santos era quadro da empresa… "Só em Fevereiro ou Março de 2011 é que me apercebi disso, quando ele foi chefiar a Ongoing África."
 
Comer muito queijo pode dar nestas coisas.

28 dezembro 2015

Canais negros

E Fernando Paulo Santos? Silva Carvalho continua a sua "revelação": Era uma "fonte" da secreta, que recebia um pagamento (que segundo informações não confirmadas costuma ser próximo dos 5 mil euros mensais, segundo a prática das secretas) e tinha o nome de código "Panda". "Era usado pelos serviços para fazer passar mensagens à nomenclatura de Angola através daquilo que designamos como canais negros, que são paralelos aos canais diplomáticos", afirmou Silva Carvalho, no julgamento, na passada quinta-feira, 3.
 
 

23 dezembro 2015

Delírio alvar ou alarve?

O próprio porto, na Grécia, era um "alvo" para os serviços, elucidou Silva Carvalho: "Era um porto militar usado pelos Estados Unidos para operações encobertas de envio de armas para o Médio Oriente." Esta é talvez a parte mais desconcertante do depoimento, uma vez que o ex-director do SIED parece querer dizer que os EUA usam um porto privado russo para desembarcar armas, e que a secreta portuguesa vigia atentamente estas manobras, mas ainda há mais…

22 dezembro 2015

O contador de histórias

No julgamento em que responde por estes crimes, o antigo responsável pela secreta portuguesa que opera no exterior contou uma nova versão desta história. Negando que tivesse passado o dossier sobre os dois cidadãos russos à Ongoing, Silva Carvalho defendeu-se da acusação contando uma história inédita.
 
Pediu para investigar os "antecedentes" dos dois cidadãos russos porque pretendia recrutá-los para a secreta portuguesa: "Quando fui confrontado com os dois russos, a primeira coisa que pensei foi na forma como poderíamos chegar à fala com aquelas pessoas, para as ter a trabalhar para nós."
 
Percebe-se a propensão do arguido para FONTE. Se fosse fonte que nome ela própria se atribuiria?

21 dezembro 2015

Nova morada

Email compulsivo

A Ongoing pretendia adquirir a quota do Estado russo no porto, privado, de Astakos, e por isso procurou, junto de Jorge Silva Carvalho, obter informações. Mas o procedimento habitual não foi seguido. O SIED não dá às empresas, directamente, informações sobre pessoas recolhidas pelos seus agentes. Tudo tem de ser filtrado, e obedece a um protocolo. Desta vez, não foi bem assim… Um alto quadro da Ongoing, Fernando Paulo Santos, pediu directamente a Silva Carvalho. E o director do SIED respondeu. Por email.
 
E não ter sido por SMS deveu-se, certamente, a desatenção. Ou à compulsão de carregar no Reply.

18 dezembro 2015

Conflitos diplomáticos

A acusação considera que "o arguido Silva Carvalho agiu (...) de modo a provar ao presidente do Grupo Ongoing que podia obter, através do Serviço de Informações da República, informação relevante para os respectivos interesses particulares (...) com o propósito de assegurar o contrato com a Ongoing." Esta é, continua a acusação, uma história grave, susceptível de "gerar conflitos diplomáticos" e "pôr em causa a segurança de missões e de recursos humanos colocados no exterior do país". 
 
 
 

17 dezembro 2015

O mitómano

Suposta "fonte" das secretas acusa Silva Carvalho de ser um "mitómano".
 
Consultado o Priberam, encontramos a seguinte definição: "que ou quem tem tendência impulsiva para mentir".
 
Está tudo dito.
mi·tó·ma·no
adjectivo

1. Relativo a mitomania.

adjectivo e substantivo masculino

2. Que ou quem sofre de mitomania; que ou quem tem tendência impulsiva para mentir.


"mitómano", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/mit%C3%B3mano [consultado em 16-12-2015].
adjectivo

1. Relativo a mitomania.

adjectivo e substantivo masculino

2. Que ou quem sofre de mitomania; que ou quem tem tendência impulsiva para mentir.


"mitómano", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/mit%C3%B3mano [consultado em 16-12-2015].
mi·tó·ma·no
adjectivo

1. Relativo a mitomania.

adjectivo e substantivo masculino

2. Que ou quem sofre de mitomania; que ou quem tem tendência impulsiva para mentir.


"mitómano", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/dlpo/mit%C3%B3mano [consultado em 16-12-2015].

16 dezembro 2015

Os oportunistas

Perante os ataques terroristas uns vêm tragédia e barbárie. Outros apenas oportunidade.
 
Na América como em Portugal.

14 dezembro 2015

Desfazados

Por cá intensifica-se a campanha dos metadados. Na América nem tanto.
 
As agendas dos políticos e lojistas nacionais entrecruzam-se para conduzir ao ridiculo. Sem remédio.

07 dezembro 2015

Para que serve o segredo de estado?

"Em tese, porque não posso abordar este assunto em concreto, os serviços têm competências que estão descritas na lei, que explica como algumas atividades lhes estão vedadas. Mas a lei não diz que meios se podem usar. São meios claramente ilegais. Como, por exemplo, vigiar pessoas no espaço público, fotografá-las, filmá-las. São matérias que estão abrangidas pelo segredo de Estado", explicou o antigo espião, para depois sintetizar: "O segredo de Estado serve na prática para se evitar falar do modus operandi".

04 dezembro 2015

Uma questão de carácter

Ex-diretor-geral do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa acusa o número 1 das secretas, Júlio Pereira, de "falta de carácter e falta de sentido de Estado" e diz que decisão de espiar lista de chamadas de jornalista do "Público" foi tomada em conjunto com ele.

Micael Pereira

03 dezembro 2015

Só 90%?

Silva Carvalho acusa número 1 das secretas: "90% do modus operandi é ilegal"

02 dezembro 2015

Parolices

"Os Lusíadas" inspiram brasão do patrão das secretas portuguesas.

01 dezembro 2015

O trocas e o baldrocas

Na nota à imprensa, o gabinete de Passos Coelho lembrava que Silva  Carvalho admitiu, numa entrevista ao DN, que "transmitiu a entidades privadas"  quando ainda estava em funções, "através do seu e-mail pessoal", informações  sobre diversas matérias.

30 novembro 2015

Riso que mata

O inquérito do SIRP é uma peça risível. Um monumento ao vazio e à inação. O mesmo Estado que nos assalta implacavelmente, bloqueia perante as ilegalidades que se cometem em seu nome.

27 novembro 2015

Filmes sobre espiões a sério (6)

MI-5

26 novembro 2015

Paris e os metadados

Os avençados aproveitaram a perda de vidas humanas para, de forma cruel e oportunista, lembrarem que o Tribunal Constitucional rejeitou a possibilidade de os serviços de informações acederem a metadados.
 
Mesmo com acesso a metadados a França não evitou o inferno.
 
E, perante fortes suspeitas, nada (e muito menos a Constituição) impede o acesso a metadados e a intercepções de comunicações por parte de quem tem a seriedade, a responsabilidade e a competência para garantir a segurança dos cidadãos portugueses.
 
O Tribunal Constitucional apenas antecipou uma constatação advinda de uma recente confissão em juízo: cidadãos que não são suspeitos de coisa nenhuma são vigiados, fotografados e escutados. E talvez por isso não sobre muito tempo para perseguir o terrorismo.
 
Combater o terrorismo passa por desalojar os seus aliados tácitos dos lugares onde estão infiltrados.

25 novembro 2015

Paris, França

Qualquer vida perdida é demasiada.
 
Qualquer vida que é salva é uma vitória.
 
Vale a pena lutar pela vida.
 
E nunca é demais lembrar o que sempre foram os valores da Companhia da Inteligência:
 
"Those who would give up essential liberty to purchase a little temporary safety deserve neither liberty nor safety." Benjamin Franklin (1706 - 1790).
 
Nós nunca desistiremos da Liberdade. E por isso merecemos a Segurança. A verdadeira.

24 novembro 2015

Lembrar Bairrão

No dia em que a lista de secretários de Estado foi levada a Belém, o Governo pediu informação detalhada sobre o administrador da TVI.

23 novembro 2015

Caixas de cerveja

Afinal nem só de ofertas de emprego vivem os espiões.

20 novembro 2015

Filmes sobre espiões a sério (5)

The Man from U.N.C.L.E.

19 novembro 2015

Não é nada estranha ao caso

Júlio Pereira, que é magistrado do Ministério Público e está à frente das secretas há dez anos, não é uma personagem estranha ao caso. Foi ele quem apresentou a queixa no Ministério Público (MP) que deu origem ao processo judicial – depois do Expresso ter revelado o caso - e até já foi ouvido, em agosto de 2011, no auge do escândalo.

18 novembro 2015

Filmes sobre espiões a sério (4)

Kingsman: The Secret Service

17 novembro 2015

A seu pedido

A elegância do unto.

16 novembro 2015

13 novembro 2015

Filmes sobre espiões a sério (2)

Mission: Impossible - Rogue Nation

12 novembro 2015

11 novembro 2015

Punibilidade constitucional

Temos sempre presentes estes nobres pensamentos.
 
http://www.dn.pt/portugal/interior/enriquecimento-ilicito-e-punivel-1510218.html
 
 

10 novembro 2015

Filmes sobre espiôes a sério (1)

007 - Spectre.
 

09 novembro 2015

Programa de Governo

É comovente ver como o Regime do SIRP aparece no documento apresentado aos senhores membros da deputação nacional.
 
Tão comovente que sabemos que alguns já estão a verter lágrimas por adivinharem o futuro,
 
É o que dá receber conselho de quem confunde a soberba com política. E ainda estamos no princípio.
 
Ebora tam arcta et fovere.

República das (dos) bananas

A técnica de esconder uma coisa à vista de todos.

06 novembro 2015

Comunistas e bloquistas

Ou apenas realistas.
 
A Companhia tem o dever patriótico de alertar para os vários cenários. Os outros podem continuar a chafurdar na intriga, no TINA e no culambismo .

04 novembro 2015

As escutas secretas

Júlio Pereira, secretário-geral e coordenador dos Serviços de Informação foi ao Parlamento defender que seria muito útil poder controlar os funcionários dos seus serviços utilizando escutas e o polígrafo da verdade.

http://sol.sapo.pt/inicio/Cultura/Interior.aspx?content_id=53949

Ano da internet de 2012.

03 novembro 2015

Brincadeiras de crianças

Na versão americana.

29 outubro 2015

Ri-se de quê?

Recorda, provavelmente, o olhar prescrutante do R...

O panda do google

Também conhecido nas secretas pela alcunha de Panda Kung-Fu, Silva Carvalho  é acusado de ter posto os serviços que dirigiu até 2010 a recolherem informação para o grupo Ongoing, que havia depois de oferecer-lhe um cargo bem remunerado. Em causa está, nomeadamente, uma investigação feita pelos agentes secretos  a dois empresários russos com quem a Ongoing estava a negociar a entrada no capital de um porto grego. Grande parte da informação, senão toda, foi obtida via Google. Mesmo assim, o relatório então produzido pelas secretas foi classificado como "top top secret", uma designação que, segundo Júlio Pereira, nem sequer existe nos seus serviços.

28 outubro 2015

Mais abertamente?

Jorge Silva Carvalho pediu o levantamento de segredo de Estado a que estava vinculado, para falar abertamente em sua defesa, mas o pedido foi recusado.

27 outubro 2015

E ninguém questiona: a que propósito

Admitiu que não seria ilegal que o SIED respondesse a questões da Ongoing sobre a idoneidade de empresários russos envolvidos num negócio com a empresa portuguesa, mas sublinhou que a obtenção dessas informações deveria ter seguido as vias normais.
 
Empresários deste país: perguntem às secretas sobre a idoneidade de quem quiserem, elas respondem se forem seguidas as vias normais.

26 outubro 2015

Confusão é eufemismo

Em resposta ao advogado Francisco Proença de Carvalho, defensor do presidente da Ongoing, Nuno Vasconcellos, a testemunha disse nunca se ter apercebido que houvesse "confusão" de papéis entre a empresa e o SIED, mas deixou bem vincado que um funcionário não pode trabalhar em matérias para uma empresa para a qual vai trabalhar.
 
Esta merece uma sonora gargalhada: ahahahahahahaha

23 outubro 2015

Mister versus Lady

A cada um de acordo com o que que merece.

Chamem a marcelona

Interrogado sobre questões relacionadas com o assunto dos "aviões líbios" e as fontes envolvidas, a testemunha invocou também o segredo de Estado.

22 outubro 2015

O sr Consistência

Quando falta a vergonha, na cara e noutras partes do corpo, dizem-se dislates desta natureza.
 
Para inglês ver.
 
Um atentado. Não à Companhia mas à Inteligência.

Poker

Nunca é tarde para aprender a jogar. Às vezes a sobrevivencia depende da habilidade com que se joga. Este apenas demonstra sorte de principiante .

O manual secreto, que toda a gente conhece

Quanto ao manual de procedimentos dos serviços de informações, o secretário-geral do SIRP escudou-se também no segredo de Estado para não adiantar quaisquer pormenores sobre o modo de atuação das secretas.

21 outubro 2015

Desvinculado, mas pouco

A testemunha esclareceu contudo que Jorge Silva Carvalho, ex-diretor do SIED e arguido no processo por alegadamente trocar favores com a empresa Ongoing, ficou "totalmente desvinculado" do SIED a 30 de novembro de 2010.

20 outubro 2015

Azia nas secretas. E não só.

Causada pela mera possibilidade. E bem se percebe porquê.
 
Évora fica tão fora de mão.

O lidador

Perante a insistência do advogado Paulo Simões Caldas (defensor do ex-funcionário do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa/SIED João Luís), o secretário-geral do SIRP aludiu ao segredo de Estado para não responder à questão, depois de também ter dito que "não lidava com questões relacionadas com fontes".
 
 

19 outubro 2015

Falar de bogalhos

Secretas têm base de dados sobre fontes nas empresas privadas? Chefe das secretas refugia-se no segredo de Estado.

16 outubro 2015

O mentiroso

Afinal em que ficamos?
 
 
Ou nas duas folhas dobradas em quatro?
 
O que vale é que tudo está guardado para memória futura. Nem que seja no inferno.

15 outubro 2015

Multiculturas

Um autor que prefere o anonimato vai aproveitar a ocasião para publicar mais um livros sobre as secretas.
 
Chama-se "O forte de pladur". É uma edição de autor e será disponibilizado na internet e redes sociais.
 
Diz quem já leu que é uma sentida homenagem ao edificio da alta de Lisboa onde concentraram as várias etnias, num claro assomo de multiculturalidade.

14 outubro 2015

A reviravolta

Quando a estratégia da acusação é engolida pela estratégia da defesa será que ainda estamos no plano do estado de direito?
 
Desde quando a anormalidade se transforma em normal?
 
Mais um episódio a preparar o desfecho desejado: "águas de bacalhau".

13 outubro 2015

O dia seguinte

Aqui descrito o incrível mundo dos serviços secretos. Onde não há limites para a imaginação. E onde os agentes podem passar a inimigos de um dia para o outro.
 
Pelo menos nestes serviços também se defendem os interesses nacionais.
 
Noutros a principal preocupação é acautelar o dia seguinte (reforma/aposentação).

09 outubro 2015

O verdadeiro e o óbvio (3)

É verdade que a direita política e os seus aliados do centrão da rua do grémio embarcam com facilidade no discurso securitário e totalitário (as mais das vezes por puro mercantilismo). É óbvio que ninguém se demite das funções de conselheiro presidencial apenas porque o tribunal tem uma opinião diferente da sua.
 
A poucos meses do fim do mandato e prevendo-se alguma instabilidade há demissões de conveniência.
 
Aconselhamos a acompanhar este assunto.

08 outubro 2015

O verdadeiro e o óbvio (2)

É óbvio que os terroristas usam a internet para espalhar a sua mensagem criminosa. Não é verdade que a atribuição de poderes reforçados aos serviços de segurança para a prática de vigilância em massa aos cidadãos contribua para diminuir, e muito menos eliminar, a ameaça terrorista.
 
Descontextualizando uma afirmação tola: "São histórias para contar às criancinhas".

07 outubro 2015

O verdadeiro e o óbvio (1)

Se é verdade que os crápulas tomaram conta da estrutura tópica da coisa, também é óbvio que qualquer dia vão ser desmascarados e perseguidos como criminosos que são.

06 outubro 2015

Agremiações e outras pilhérias

Os grémios andam satisfeitissimos porque uma vez mais têm uma maioria clara na banda dos duzentos e trinta.
 
Que Deus lhes valha, portanto.

A guerra das fontes

Diz o diário das novidades:
 
"O Correio da Manhã noticiou ontem que Fábio teria estado com Ayoub em Portugal, antes do episódio do TGV, escrevendo que um espião das secretas portuguesas vigiou a passagem do marroquino pelo nosso país, informação essa que as fontes do DN asseguram ser "totalmente falsa".
 
Será caso para dizer que alguém da estrutura anda a falar com os jornalistas.
 
Mas isso também não é novidade. É a liderança pelo exemplo.

02 outubro 2015

Pertinências

Você confiaria em alguém que tem permanentemente cara de quem vai defecar em seguida?

28 setembro 2015

Sujos

A pressa com que a agremiação aprovou a lei que ia tornar branquinha toda a sujeira que fizeram ao homem esbarrou com a cultura ultramontana do forum.
 
E nem a nomeação de última hora de um comissário de conveniência resolveu o imbróglio.
 
Se lessem mais e falassem menos perceberiam o que falhou.
 
Ridiculos.

25 setembro 2015

Mistificação disse ele

"Nuno Simas foi o autor de notícias no jornal "Público" sobre a situação tensa que, na altura, se vivia no SIED e cuja divulgação estava a preocupar os responsáveis dos serviços de informação."
 
Como se o clima de crise política que sobreveio às legislativas de 2009 e o "assalto ao pote" nunca tivessem existido e não estivessem já em marcha. Talvez este processo e a "inventona de Belém" tenham zonas mistas. E atores mistos, comuns e duplos. Há favores que tâm de se pagar.
 
E devidamente orquestrados. Com "antenas" dentro dos serviços de informação. Colocadas ao mais alto nível, como a prova indiciária veio a demonstrar. Basta ler alguns SMS.

23 setembro 2015

Virgens ofendidas

Se houve algum crime, deve ser imputado aos serviços. "O arguido nem devia ser eu, mas os serviços de informação".

18 setembro 2015

Estranhamente ou dez anos de maus hábitos

E insistiu: "Estranhamente, o SIRP respondeu assim, mas não vemos razão para que o referido manual não seja junto ao processo", explicou Rosa Brandão que tem mais de vinte anos de carreira a julgar casos complexos, mas nunca nenhum como este. "É a primeira vez que lido com um processo sujeito a segredo de Estado. Mas não será assim tão complicado". Mas foi. E vai continuar a ser.

17 setembro 2015

Baixas frequências

Afinal nem só a defesa tem estratégia. Ou não passará tudo de uma estratégia da defesa?
 
Quem tem cú tem medo.
 
Sempre é mais fácil ser forte com os fracos do que com os fortes.
 
Os cobardolas reconhecem-se a olho nú.

16 setembro 2015

A casa dos horrores

A juíza não conseguia esconder a surpresa e até algum desapontamento perante a resposta que o secretário--geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) deu a um pedido do tribunal. "Perguntámos se podíamos ter acesso ao manual de procedimentos dos serviços secretos, que até já foi publicado na comunicação social. E a resposta foi que o mesmo é confidencial. É estranho."

14 setembro 2015

Estranho

Com uma única palavra, a juíza Rosa Brandão deu o tom para o que será o julgamento do caso das secretas

13 setembro 2015

Quando a tentativa é punível

Estamos mais baralhados.
 
E há quem não esteja?
 
Isto não era tudo uma "guerra empresarial"? E não se resolvia tudo "com uns sopapos" no facebook?
 
My ass...

12 setembro 2015

Os nossos respeitos

Para os que abdicaram do fim de semana, fizeram algumas centenas de quilómetros e tiveram de responder ao "toque a reunir" do venerável borra botas.
 
Mau grado toda a eripsela alguns até conseguiram cochilar enquanto a nódoa regurgitava.
 
Para eles, os nossos respeitos.
 

Estupidamente óbvio

Passados mais de cinco anos sobre os factos vem o Expresso clamar que a "Defesa tenta envolver chefe dos serviços secretos".

Poderia ser apenas uma tática da tal defesa.

Poderia, se...

01 setembro 2015

Crédito de confiança

Do "Caso da Proposta da rua do Grémio" mais uma extracção digna das "Crónicas".
 
"Tudo visto e sopesado, afigura-se que a solução encontrada pelo legislador implica, usando o critério do Acórdão nº 187/2001, efeitos restritivos ou lesivos que se apresentam, todavia, numa relação "calibrada" – de justa medida – com os fins prosseguidos, ponderando aqueles efeitos face às medidas possíveis, tudo à luz do reconhecimento e outorga ao legislador do "crédito de confiança" que lhe é devido."

31 agosto 2015

Mundo Virtual

Um Acordão recente publicita esta "pérola" de realismo queirosiano:
 
"Por fim, não se esquecendo a profundidade com que o Tribunal tem entendido a necessidade de controlo da informação resultante da interceção de comunicações, não se pode deixar de notar que nem todas as exigências implicadas na realização de escutas (cfr., designadamente, os Acórdãos do Tribunal nº 426/2005 e nº 4/2006) fazem sentido quando apenas estão em causa os dados de tráfego. Ali, importa atentar no conteúdo das informações, para o mais rapidamente possível aferir da sua relevância, eliminando rapidamente o resultado lesivo (isto é, destruindo as escutas) na parte inútil, precisamente por respeito ao princípio da proporcionalidade, momentos e necessidades que não se reproduzem quando apenas estão em causa dados de tráfego. "
 
 
O caso da "Proposta da rua do Grémio" ainda vai fazer correr muita tinta.
 

28 agosto 2015

Quotas

Nos mentideros corre que a corrente gay do sistema reivindicou junto dos seus representantes nas mais altas instâncias uma quota condigna nos cargos dirigentes.
 
A abertura à modernidade é completa. Eles (e elas) andam por aí.

18 agosto 2015

Língua de pau

Na língua de pau dos avençados da rua do Grémio, maioria de oportunidade e demais oportunistas, um MENTIROSO é "alguém que lida mal com a verdade".
 
 

05 agosto 2015

Saudades da PIDE

"De facto, não se alcança como se pode conciliar a proibição dirigida ao pessoal do SIRP de exercer poderes, praticar atos ou desenvolver atividades do âmbito da competência exclusiva dos tribunais, do MP ou das entidades com funções policiais (...) com a previsão do carácter exclusivo dos órgãos e serviços do SIRP de tais funções e atividades (...)"
 
in Parecer da CNPD nº 51/2015 de 26/06/2015

28 julho 2015

Insultos à inteligência

Sob o pretexto de "Pensar a segurança" escrevem-se, por vezes, curiosidades únicas.
 
Num destes pensamentos vem o autor negar que convida à censura na internet, presume-se que às áreas de comentários de publicações online, por conterem insultos "anónimos e cobardes".
 
Depois surgem as forças de segurança e os serviços de informações num curioso mix em que todos trabalhariam para descobrir quem insultou de forma anónima e cobarde. Como se não existisse política criminal nem avaliação da ameaça. Seria o regresso ao Farwest ou à Rússia soviética.
 
Generalizar nesta matéria é obviamente manipular. O mix FS+SI não é mais do que a receita usada pelo arco da desgovernação no novo regime do SIRP. Veremos no que dará a receita.
 
E a referência ao Google e ao Facebook é também ela muito curiosa. Afinal se, como afirma o autor, os dados são fornecidos voluntariamente pelas empresas aos SI dos países de origem não há qualquer anonimato. Podem as FS, portanto, investigar e os tribunais punir. Se os SI fornecerem os tais dados às FS, como é de presumir que o fazem.
 
Para escrever sobre certos assuntos é conveniente ter mais do que umas luzes. E não misturar alhos com bugalhos. Ou haverá inteligências que se sentirão insultadas. E um artigo que até pode ter interesse acaba por passar despercebido, de tão confuso.
 

23 julho 2015

O tempo e o modo

Uma proposta de lei que surge no fim de uma legislatura.
 
Sem pensamento. Sem tino. Sem nexo.
 
Não houve livro branco, verde ou azul.
 
A maioria de oportunidade e os demais oportunistas vão nisto.
 
Não passaram um cheque em branco aos serviços de informações. Passaram-no, apenas.
 
Tenham medo. tenham muito medo.

09 julho 2015

Um lacão que nem sempre é lacónico

Tendo dado rosto (sem nunca ter desmentido ou sido desmentido) ao acordo de refugo sobre o SIRP, remeteu-se ao silêncio. O secretário-geral Costa não é tido nem achado neste negócio cuja jurisdicção é da rua do grémio.
 
Como é tão diferente  do dia em que tiveram de o mandar calar por várias vezes em sede de Comissão.
 
Se a política fosse uma praia ele seria um surfista.
 
Um profissional.
 
Os metadados na versão intriga.

06 julho 2015

Os idiotas secretos

Pedro Tadeu (Diário de Notícias, 16-6-2015) exerce o seu legítimo direito de opinião em "Vamos ser controlados por idiotas secretos?".
 
A extensa lista de argoladas é atribuída a idiotas secretos.
 
Estamos em desacordo, ainda que parcial. São idiotas, mas não são secretos. Toda a gente sabe quem são ou foram os autores. É só perguntarem a gente séria das "secretas".
 
Foram políticos, aspirantes a políticos, para-quedistas, esquizofrénicos e outra gente que esteve, ou ainda está, ligada às ditas "secretas". Alguns até foram promovidos (nas "secretas" e fora delas). Uns são ou foram, ministros, generais, embaixadores, conselheiros, directores-gerais, etc.
 
Chamar idiotas às centenas de funcionários é injusto. E Pedro Tadeu sabe que sim.

02 julho 2015

Os metadados

Não há eufemismo made in usa que não faça o seu caminho em Portugal. E há várias razões que estão na origem desse atavismo. A primeira é mesmo preguiça. A segunda é parolice. E um parolo acha sempre que os outros são mais burros do que ele próprio.
 
A expressão metadados que a imprensa avençada da rua do grémio preferiu a dados de tráfego é aparentemente mais modernaça (porque remete directamente para a América, a NSA e Edward Snowden) e inofensiva.
 
A tese dos avençados é "inconstitucional e proíbido é fazer escutas. Obter metadados é legítimo e permitido, pois a Constituição não os refere". Nem sequer é necessário mexer na Constituição, dizem. Descobriram o ovo de Colombo. Até ao dia em que o tal Tribunal Constitucional lhes vier estragar a brincadeira, como é previsível que aconteça (este governo é um viveiro de constitucionalistas a contrario).
 
Os tais metadados são assim chamados exactamente porque permitem inferências muito para além dos dados e do que qualquer cérebro humano pode processar. Os metadados são tudo menos inofensivos e são tratados por supercomputadores e algoritmos especificamente concebido para determinadas finalidades.
 
A este respeito (supercomputadores e algoritmos) estamos conversados. Alguém vai ficar sentado à espera de uma doação do tio da américa sob a forma de aplicação informática. E depois de muito esperar vai receber.
 
Entretanto os metadados serão obtidos da forma clássica, isto é, sob a forma de dados de facturação. Do senhor X, do senhor Y ou da senhora Z. Serão tratados a olhómetro, como outros o foram no passado, e servirão para alimentar convicções pré-concebidas (ou preconceituosas). Estarão a meio caminho entre o voyeurismo e a má-lingua. Nunca terão nada a ver com informações.
 
Mas a expressão metadados, na hipocrisia que resulta da sua utilização, lembra aquele tipo (e que tipo) que dizia que já tinha fumado erva, mas não inalado.

30 junho 2015

À boleia

Quando se anunciou que finalmente o SIS ia ter acesso à facturação detalhada de alvos "de processos em investigação" houve alminhas, algumas até com vocação jurídica, que deram pulos de contentamento. Apressaram-se a dizer que a nova lei (a proposta, ou o que vier a resultar) iria ser anexada a um processo crime que corre termos nas varas criminais da capital.
 
Pode não passar de um pueril desejo, um devaneio jurídico ou uma mera imbecilidade. Mas deu lugar a mais uma notícia. E logo numa altura em que as boas notícias são (ou deviam ser) a ausência de notícias.
 
Quem gosta de andar à boleia devia ver o clássico "Terror na auto-estrada".

29 junho 2015

Navegação

"Quem, por qualquer meio, perante autoridade ou publicamente, com a consciência da falsidade da imputação denunciar ou lançar sobre determinada pessoa a suspeita da prática de crime é punido com pena de prisão até 3 anos".
 
"Se o meio utilizado pelo agentese traduzir em apresentar, alterar ou desvirtuar meio de prova, o agente é punido compena de prisão até 5 anos".
 
Esta práctica é especialmente insidiosa e censurável. Sobretudo se o agente estiver investido em funções públicas ou poderes de autoridade.
 
Alguns poderão pensar que a Companhia se refere a benfiquistas, cuspidelas e bastonadas. Quem de direito deve preocupar-se em fazer justiça nesses casos.
 
Aqui trata-se apenas de fazer um aviso à navegação.

27 junho 2015

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Uma anedota. Mais uma a somar ao acervo acumulado em 10 anos de anedotas. Felizmente está tudo nos anais, para que a mentira seja desmascarada. Quando for o tempo de tirar (arrancar) as máscaras. Mas há direitos e expectativas que foram lesados.
 
Trezentas e oitenta e três acções em vara cível.
 
Trezentas e oitenta e três pesadas indemnizações exigidas a quem de direito.
 
Uma única exigência de direito de regresso.
 
Já há filas no consultório de um reputado causídico.
 
383

26 junho 2015

Sempre solteira

É lembrado o "caso Veiga Simão". Talvez mais para lembrar a responsabilidade do PS do que pela semelhança das situações.
 
Veiga Simão foi afastado do cargo de ministro da Defesa. Mas a culpa continuou solteira.
 
Neste caso (se é possível chamar caso a isto, mas lá voltaremos) ninguém será afastado (a não ser o scapegoat que estiver à mão).
 
E ela continuará solteira.
 
Como é original a política em Portugal. Para bem do grémio e dos agremiados.

25 junho 2015

São João

Em dia de São João, além dos martelinhos e do alho porro, também houve que picar o balão.
 
A Ameixoeira a necessitar, urgentemente, de uma renovação na forma como comunica. É que nem todos papam grupos.

24 junho 2015

O dilúvio

Duzentos e trinta personas, mais lastro q.b., andam durante quatro anos a empastelar  até que de repente ZÁS surge a brilhante proposta que vai reformar totalmente "as secretas" (que para tristeza dos avençados da rua do grémio cada vez será menos no plural e mais no singular).
 
Governo e maioria (ao que parece apoderados pelos sicários da rua do grémio, de outras facções partidárias) acordaram, a 4 meses de eleições (o que diz muito sobre o que esta gente pensa sobre Democracia e Legitimidade), para aprovar uma série de medidas legislativas, em vários pacotes, que, a serem aprovadas, irão encher os tribunais durante vários anos (alguns deles para sequer tentarem decifrar o chamado pensamento do legislador).
 
Algumas dessas medidas eram velhas aspirações dos quadros. Outras eram aspirações dos desenquadrados. Outras, aspirações dos que aspiram a enquadramento.
 
Se abstraírmos das medidas que se traduzem na criação de "tachos e tachinhos" e de outras mais ou menos inócuas, as medidas que permitem o acesso a um vasto número de bases de dados públicas, além de dados normalmente protegidos do acesso público (sigilo bancário ou fiscal) são reveladoras do estado de espírito da tal maioria, e dos tais apoderados.
 
Alguém, do maior partido da oposição, anda a dormir. As medidas que inicialmente visavam combater o terrorismo já se está mesmo a ver para o que vão servir (até os avençados da rua do grémio deixaram cair qualquer referência ao terrorismo).
 
A actual maioria quer lá saber de minudências (desde que se garantam uns "tachos e tachinhos" com as privatizações da legislatura, algumas realizadas em ambiente de contra-relógio) e é como o rei franciú "aprés moi le déluge".
 
Se, e sublinhamos o SE, estas medidas forem aprovadas e publicadas no diário do governo, tremerão como varas verdes estes procrastinadores inveterados só de pensar que deram mais instrumentos para melhorar a qualidade da nossa democracia, com muitas mais primeiras páginas nos "Correios da Manha", "Sabados", "Expressos" e "Novidades".
 
 
 
 
 
 

23 junho 2015

O crocodilo

O presidente do órgão que alegadamente fiscaliza as secretas tem o condão de ddeixar muita gente atónita. Não tanto pelo que faz, mas mais pelo que diz.
 
Foi-lhe imposta a disciplina de voto numa matéria que ele próprio considera insconstitucional. Diz mestre Pereira e nós concordamos.
 
Mais um caso para a comissão de ética ou apenas uma comichão de ética?

17 junho 2015

Aliviado

Comenta-se nos bastidores do SIRP que um alto responsável terá confidenciado a um dos figurões da banda dos duzentos e trinta que se sentia "aliviado" após a aprovação em conselho de ministros da proposta de lei quadro.
 
Quem sabe se o tal alto responsável quis mimetizar outro alto responsável que também se disse "aliviado", sem cuidar do peso conotativo das palavras?
 
Depois de uma "grande cagada" qualquer um se sente "aliviado".

16 junho 2015

Bloco central

A publicidade não paga que devia ser fiscalizada pela ERC.
 
As banalidades do costume sob a forma de novidades. A correia de transmissão do Bairro Alto em convergência et pour cause com o governo.
 
E a nossa segurança, como fica?
 
Isto tem a ver com segurança. Com a segurança deles.
 
Felizmente há quem esteja atento. E determinado.

Megaorçamento

"Em 2014, a verba subiu para 12,7 milhões de euros, contrastando comos montantes atribuídos ao SIS e ao SIED, respectivamente de 8,7 e de 5,8 milhões de euros".
 
Megaorçamento lembra Megapicnic.
 
Será que o Tony Carreiravai ser convidado para a festa de encerramento?

09 junho 2015

Fait divers

"O nível da ameaça em Portugal justifica que os serviços sejam dotados e um meio tão intrusivo e limitador dos direitos fundamentais?"
 
Estamos a falar de investigação criminal ou de informações?
 
As conversas douradas são apenas um fait divers?

08 junho 2015

Serviço público

A melhor propaganda do PS é a obsessão do PSD.
 
Com marqueteiros assim estão garantidos. Na oposição. Por quatros anos. Merecidos.

05 junho 2015

O recruta zero (2)

Há muitos dirigentes das secretas que defendem o recurso a intercepções por parte dos serviços.
 
Até há pelo menos um que estará a braços com a justiça por alegadamente ter recorrido a tais meios. E outros poderão vir a estar no futuro previsível.
 
Mas os mesmos dirigentes clamam a necessária revisão constitucional que "liberalize" as intercepções.
 
Não pois diferenças entre estes dirigentes e o ex-líder que tem dúvidas.

03 junho 2015

O recruta zero (1)

No dia da Estratégia o ex-líder do SIS foi em contracorrente ao que é defendido pela quase totalidade dos (ex-) dirigentes das secretas. O ex-líder tem dúvidas de que as intercepções telefónicas fossem benéficas para os serviços.
 
A Companhia não sabe se as intercepções são benéficas para os outros serviços de informações.
 
Se fossem prejudiciais certamente seriam generalizadamente rejeitadas.
 
Ou talvez os serviços portugueses sejam comoo recruta da historieta militar: é o único que vai como passo certo.

01 junho 2015

O diagnóstico

O diagnóstico feito em 14 de Maio pelo juíz desembargador e as suas opiniões deixaram a sala em absoluto silêncio.
 
Talvez o autor da reportagem preferisse que a sala irrompesse aos gritos de "For he's a jolly good fellow..." ou "Husa! Husa! Husa!". Sempre teria mais um apontamento de reportagem.
 
Da próxima vez talvez se ouça um afinado e tonitroante "SLB! SLB! SLB! Glorioso SLB!". Como não é na praça do Marquês de Pombal e não  se vendem cervejas em garrafa não háo perigo de tudo terminar numa valente carga policial.
 
Isso sim, seria um óptimo apontamento de reportagem.

29 maio 2015

Crónicas bízaras

Quem é que, não revelando um módico de lucidez (devido ao abuso do cocktail de alheira com vinho tinto), se lembraria de nomear para dirigente máximo alguém a quem os pares chamam pato badocha ?

28 maio 2015

Um sorvedouro desmotivado

Parece ter sido assim que um antigo director das secretas caracterizou a estrutura dirigida pelo senhor Pereira.
 
E por aquilo que pode ser lido na revista do Esteves esse antigo director andou nessas lides entre 2005 e 2011. Como é só fazer as contas são uns meros 6 anos.
 
Pouco tempo quando comparados com os 10 anos do tal senhor Pereira.
 
Mas 6 anos dão para sentir com clareza sentidos e tendências. Antes de 2011 já a tal estrutura (que é o nome indicado para uma coisa que não se sabe bem o que é nem para o que serve) era um sorvedouro desmotivado. E o referido antigo director nunca andou a dizer que dirigia um sorvedouro (e gastava-se mais em 2011 do que em 2015) nem quea andava desmotivado.
 
O que o motivava em 2011 que actualmente não motiva?
 
Porque é que os actuais directores se sentem, apesar de tudo, confortáveis perante o sorvedouro desmotivado?
 
 
 
 
 
 
 
 

27 maio 2015

O dia mais longo

O que aconteceu no dia 30 de Julho de 2011 daria para escrever um livro.
 
E nem todas as personagens ficariam muito bem na fotografia.

26 maio 2015

Decrepitude e decadência

São as palavras que ocorrem quando um ex-AA (isso existe???) se dirige a uma amostra de "plateia" para proferir inanidades.
 
Recolha ao hospício de onde nunca devera ter saído. Tenha vergonha (coisa que sabemos impossível).

22 maio 2015

Desacreditação

Um juíz diz a uma procuradora que teme estar a ser espiado por uma organização secreta. E o que acontece?
 
N a melhor das hipóteses acontece o que aconteceu. Um diário pega no assunto e publica porque sabe que é matéria de venda garantida.
 
Mas o assunto é sério. Ou o magistrado denunciante revela traços de paranóia e não está em condições de exercer a sua profissão, devendo ser submetido a junta médica e aposentado por razões de saúde. Ou estamos perante a denúncia de condutas que configuram a prática de vários crimes e o MP tem a obrigação legal de agir. É o Estado de Direito que está sob ameaça e não apenas um juíz.
 
A utilização do método da carta-denúncia anónima diz muito de quem o utiliza e dos objectivos a atingir.
 
A desacreditação de um juíz é também a desacreditação da Justiça. A simples publicação desta notícia é um primeiro sinal do sucesso da estratégia da organização secreta denunciada.
 
Será que a Justiça vai ficar refém?