15 dezembro 2017

A chegada do Dream Team

Já não se fala noutra coisa. O almoço de confraternização da Comunidade, realizado ontem no interior das paredes torreónicas, teve o condão messiânico de pressagiar a chegada do Dream Team.
 
Se aos presságios forem adicionados alguns EEI -como a flagrante ausência do taberneiro africanista- a Companhia estaria tentada a dizer que este Natal traz presente no sapatinho.
 
Começa hoje a contagem decrescente.

22 novembro 2017

Metatretas ou talvez não

Em Maio de 2016 um comentário visual da Companhia "Metadados = Metatretas" brincou com um artigo do Público que punha nos píncaros a iniciativa legislativa do governo de Passos Coelho (com o apoio das habituais igrejinhas e capelinhas ligadas ao PS e ao CDS) dos metadados, que veio a ser posta no merecido lugar pelo Tribunal Constitucional. Esse comentário visual teve grande visibilidade à época.
 
Passado mais de um ano tal comentário visual, "sem nome", volta a ter uma grande audiência.
 
Porque será?
 
Sabendo quem sabe que o dia da posse da Secretária-Geral (dia 6 de Novembro para facilitar os que quererão, obviamente, correr atrás do prejuízo) bateu recordes absolutos de trocas de mensagens através do serviço de SMS das operadoras que têm repetidores montados no Torreão, percebe-se o afã da revisitação daquele comentário visual.
 
Se aqueles forem somados os SMS feitos através de serviços que não têm repetidores montados no Forte e ainda aos WhatsApp, Instagram, Google e Telegram (entre outros) haverá metadados explicativos de muitas coisas.
 
E esses metadados a Companhia sabe que não são metatreta. E já terão chegado ao seu destino.

10 novembro 2017

Reforço ou cativação?

Um reforço de 16%, num correspondente a 5 milhões de euros, foi o que anunciou António Costa na posse da nova Secretária Geral.
 
Esse reforço será direcionado essencialmente para equipamentos e para o reforço de pessoal, tendo em conta as atuais carências dos serviços.
 
Desses 5 milhões quantos serão cativados para garantir o cumprimento dos critérios do défice excessivo da União Europeia?
 
Então os 12 anos de extraordinária estabilidade deixaram carências?
 
Há falta de equipamentos? Talvez sejam os que não foram adquiridos para satisfazer certas vaidades ao longo destes 12 anos. Quantos diretores gerais em Portugal usam Mercedes e BMW como viaturas de serviço? Não eram só os ministros?
 
Reforço de pessoal? Quantas pessoas entraram nos últimos 12 anos? Não chegam? Mas não chegam porque entraram poucas ou porque sairam muitas, não necessariamente para a aposentação?
 
O pessoal da Ameixoeira, há 12 anos à espera de alterações ao regime de carreiras (nisso houve efectivamente estabilidade), está desmotivado e quer uma gestão de carreiras profissional, objectiva e justa.
 
Antes de reforçar o pessoal pelas admissões, que tal começar por aproveitar a 100% o pessoal que está diariamente disponível para trabalhar e é sistematicamente posto à margem.
 
Este é o caminho das pedras da nova Secretária Geral.
 
Os políticos falam. Falam muito. E apenas.
 
 

09 novembro 2017

A sustentável ligeireza da estabilidade

A posse  da nova patroa do SIRP foi marcada por uma série de notícias "boas", encomendadas à malta do costume. Talvez para compensar a incompetência manifesta de quem deixou a nova responsável a "marinar" à espera de 30 minutos de discursatas de circunstância e outros tantos de "bacalhaus" e beijinhos.
 
No meio das atoardas que se ouviram para as bandas de São Bento no passado dia 7 terá havido lugar para um "rasgado elogio" (disse a agência Lusa) ao cessante Júlio Pereira. Exemplo de "independência" e de "grande estabilidade" ouviu-se. Sorrisos, alguns, viram-se em São Bento. E gargalhadas, imensas, foram dadas na Ameixoeira.
 
Coisa que não houve no SIRP nestes últimos 12 anos foi estabilidade. Os "casos" Silva Carvalho (ex Chefe de Gabinete de Júlio Pereira, lembram-se?) e Carvalhão Gil (o chamado agente "duplo", de acordo com a imprensa da especialidade) são bons exemplos disso.
 
Só se estabilidade é o nome que agora se dá à gestão cómoda da carreira profissional própria e dos apaniguados. Aí sim, houve estabilidade. Até à nausea. E por isso as gargalhadas.
 
E sobre "independência" estamos conversados. Deve ser o nome que agora se dá à subserviência, viracasaquismo e faltas de respeito.
 
O senhor Primeiro Ministro é livre de dizer o que lhe apetece. Felizmente que nós, no Torreão, também somos livres de avaliar as suas palavras.

03 novembro 2017

Dream Team

A Companhia está em condições de garantir que o "compasso de espera" se deveu à reunião de um Dream Team.
 
Um membro da nova formação regressa do estrangeiro onde obteve excelentes resultados numa auditoria realizada numa missão desde sempre problemática.
 
Temos líder.

31 outubro 2017

Ele anda por aí (Halloween)

Em noite de Halloween, como em todas as noites. É o Zombie do sistema. Só sai quando for varrido. Até lá arrasta-se como um verme. Acompanhado por uma legião. De vermes.

26 outubro 2017

Superestruturas de soberania?

A terceira superestrutura chama-se Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP) que, verdadeiramente, se materializou em terceiro serviço de informações com a criação do cargo de Secretário-Geral do SIRP em 2004, 20 anos após a aprovação da lei-quadro do sistema, então simplificado e operacionalizado. Esta superestrutura, acordada em 2004 entre PSD (então no Governo) e PS, pretendia "disfarçar" um problema subsistente no sistema: a falta de coordenação entre o Serviço de Informações de Segurança (SIS) e o Serviço de Informações Estratégicas de Defesa (SIED). Solução? A criação de uma superestrutura que, sob a direcção de um secretário-geral, igualmente equiparado a secretário de Estado – o muito resistente Júlio Carneiro Pereira (12 anos em funções…) - foi crescendo às custa dos órgãos operacionais do sistema (SIS e SIED), que dele passaram a depender, absorvendo recursos e competências, distante dos utilizadores mas nem por isso próximo dos chefes do governo que raramente tiveram vontade para entender o que verdadeiramente estava em jogo. Diga-se que aqui a paternidade não foi apenas socialista mas a criança cresceu verdadeiramente com as hormonas dos governos PS.